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9 de dez de 2010

Saúde 2.0: vantagens e desvantagens

Aproveitei um e-mail que recebi e fiz um post sobre esse assunto interessante que é a Saúde 2.0.

A partir do termo WEB 2.0 surgiu o Saúde 2.0, onde os médicos e pacientes interagem ativamente com as informações sobre saúde através de fóruns e comunidades virtuais, blogs e mídias socias na internet. 
VANTAGENS
O paciente de hoje não se contenta somente em possuir seus dados médicos como no caso do Microsoft HealthVault ou do Google Health entre tantos outros, ele quer discutir as possibilidades de tratamento, quer entender a doença e quer compartilhar experiências com outros pacientes. Assim, com o acesso a informações há um estreitamento na relação médico-paciente.
O acesso às informações proporciona um maior entendimento dos processos de saúde-doença o que faz com que a prevenção e melhora na qualidade de vida sejam mais acessíveis. Os conteúdos colaborativos, os repositórios de conteúdo médico e os espaços de discussão e debate, tanto profissionais como de pacientes, trazem novas perspectivas no tratamento de doenças, novas técnicas, novos métodos. As ferramentas da web 2.0 facilitam a prática clínica e ajudam no seu aprimoramento, com o uso da tecnologia móvel dos smartphones e iPADs, a telemedicina e o prontuário eletrônico do paciente.
Exemplos:
O Patientslikeme (http://www.patientslikeme.com/)  é uma rede social que tem o objetivo de aproximar médicos, pacientes, organizações de pesquisa e indústria compartilhando informações para contribuir para um melhor diagnóstico ou tratamento de uma doença. Os membros compartilham informações sobre sintomas e tratamento trazendo um maior entendimento e melhorias na sua qualidade de vida.
Outro projeto interessante é o Radiopedia (http://radiopaedia.org/) que é uma enciclopédia editável de radiologia, que pode ser usada como referência digital e onde se pode discutir casos difíceis e controversos. As imagens disponíveis no site podem ser transmitidas e usadas em aulas e projetos. Um bom exemplo de conteúdo colaborativo em Medicina.
DIFICULDADES
Apesar de não estarem sendo usadas em massa, com absoluta certeza, as ferramentas de Saúde 2.0 estão alterando o relacionamento médico-paciente.
Há um termo que vem sendo bastante usado que é o "Paciente Informado", que é aquele que consulta o "Dr. Google", antes e depois da consulta médica. O questionamento sobre tratamentos disponíveis e diagnósticos é uma realidade. Se por um lado essa mudança exige dos médicos uma maior interação com o paciente, tornando o mesmo um ator consciente e ativo nas decisões sobre sua saúde, por outro também implica em debater credibilidade das informações adquiridas na web, o que por vezes é um processo desgastante para profissionais de saúde. O conhecimento advém da prática clínica e acho muito pouco provável que "Dr. Google" substitua os consultórios médicos. Ainda assim vejo mais benefícios do que malefícios na Saúde 2.0, tanto para os profissionais de saúde, quanto para os pacientes. 



    RESISTÊNCIA
"Se o jeito que eu faço funciona satisfatoriamente, para quê mudar?" Ainda há muito receio por parte dos profissionais de saúde que se queixam da dificuldade de usar as novas tecnologias, do tempo que as mesmas demandam até que se tornem usuais. Mas a desinformação tem sido o maior obstáculo. A resistência parte principalmente do desconhecimento da nova tecnologia, dos seus benefícios e das suas vantagens.
Outra dificuldade é a gestão do tempo do profissional; falta tempo para quase tudo e além da aprendizagem contínua que as profissões da Saúde exigem, a aprendizagem computacional demanda tempo e dedicação.
 APLICATIVOS para Saúde e bem estar e sites de informação médica
Qual informação médica na web é confiável? Já se pensou em um selo de certificação de sites médicos. Não há controle sobre se o conteúdo dos aplicativos tem embasamento científico. Uma solução seria  aplicativos com selos de aprovação de sociedades específicas ou conselhos regionais, tornando-os certificáveis.
Redes e Mídias sociais
Há uma possibilidade de estreitamento na relação médico-paciente, ajudar os pacientes e ao mesmo tempo melhorar a prática médica. Médicos cada vez mais tem chegado a conclusão que ignorar todos os meios de comunicação social é ignorar as necessidades de seus pacientes e uma vasta gama de novas oportunidades de desenvolvimento de negócios. 
Tecnologia móvel (celulares, smartphones...)
Está em desenvolvimento um projeto britânico para diagnóstico de DST pelo celular. Quem tiver a suspeita que possa estar com DST poderá colocar uma gota de urina ou saliva em um chip de computador do tamanho de uma entrada USB e inserir o dispositivo no celular, obtendo o resultado em minutos. Foram investidos 11 milhões de dólares na pesquisa. Os chips serão descartáveis e vendidos a cerca de U$2 em casas noturnas.

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